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por Ana Novo Lugar comum falar sobre mudanças em uma linha vertiginosa de aceleração propagando alterações nos mercados, empresas, estruturas diversas e relações de toda espécie. Aceitamos o fato e defendemos esta idéia, felizes com as vantagens que individualmente recebemos e nos fazem sentir como crianças a espera da surpresa que o pai trará ao chegar em casa no final do dia. Em contrapartida, precisamos ser “bonzinhos”. Atualmente precisamos ser Muito Bons!
Especialização, MBA, Mestrado, Doutorado... Já fizemos nossas escolhas e saboreamos, além do prazer do saber, o compreender que, quanto mais sabemos, mais nos damos conta que ainda há muito para aprender. Esta experiência pode ser um choque quando nos deparamos com o saber alojado em um colega de trabalho ou um candidato à vaga que tanto almejamos. A taxa de desemprego atual força o profissional a escolhas que algumas vezes adiam a visão da paisagem à frente: há um novo mercado, a espera de um novo profissional. Urge vislumbrar as possibilidades futuras que cada um é capaz de criar, se apropriar e oferecer a um mercado latente que se descortina. Este clamor empreendedor que todas as instituições de ensino hoje divulgam, exige dos profissionais, principalmente daqueles em nível gerencial, uma transformação. Talvez pareça um pouco mais arriscado do que se manter o quanto possível na condição atual. Sem dúvida, não há nada de paternalista em empreender, contudo “no mundo da mudança só o que resta do passado é a lembrança”. Não perca precioso tempo lutando por uma estrutura que, na época do seu pai, funcionava muito bem, mesmo ele tendo orgulho de você! Precisamos caminhar para uma possibilidade de flexibilização de carreira. Saber criar alternativas de serviço e atendimento, com garantias e comprovação de resultados. No papel deste novo profissional, visionário, criativo e motivado (esta última necessária na razão inversa da sua persistência), temos a facilidade de estabelecermos um Network Funcional, uma malha de reais possibilidades de negócios. Isto significa, também, pensar criticamente em como cada um pode contribuir para que o equilíbrio destas múltiplas oportunidades tenha um resultado do tipo “ganha/ ganha” e permita sua continuidade. Exige uma atitude com maturidade e excelência para elaborar parcerias e soluções de curto até longo prazo. Este é um processo solitário e novo, mas quem sabe ao final, um de nós não escreve um Best Seller intitulado “O Diário de um Marketer”. Quem seria melhor que um “marketeiro” para se re-desenvolver, re-desenhar e gerenciar todos os “Ps” necessários a fim de lançar O Profissional Diferenciado, com real valor agregado. Algumas pessoas atualmente esboçam esta intenção com o chamado “Plano B”. Realmente, ter uma alternativa de atuação e de renda é ótimo, mas as exigências atuais apontam oportunidades de vôos ainda maiores. Ao Novo Profissional cabe pelo menos, um Plano Estratégico de Negócios para sua carreira, e a lembrança de que o investimento pode ser o empenho de toda uma vida. Ana Novo é formada pela USP e Pós-Graduada em MKT pela ESPM. É palestrante e consultora associada da Liz Bittar & Associados, e Professora do PROVAR – USPwww.lizbittarassociados.com.br |